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As mãos que criam, criam o que?

A cerâmica produzida pelas artesãs do grupo Mulheres de Barro as conecta com uma história de mais de 6000 anos. Isso porque as formas e grafismos são inspiradas em vestígios recuperados em sítios arqueológicos localizados na Serra dos Carajás, na Floresta Nacional Tapirapé-Aquiri (Flonata).
Na cerâmica produzida pelos povos que habitavam as proximidades do Rio Itacaiúnas e seus afluentes pode-se entrever seus costumes e modos de vida. Deixaram registros de sua existência imortalizados na cerâmica que produziam para uso cotidiano ou ritual.
Dessa memória é que são extraídos os principais traços das peças, características que unem a cerâmica contemporânea à ancestral. A modelagem e ornamentação é toda feita manualmente e a base da pintura são pigmentos provenientes de minerais da região como minério de ferro, manganês, e argilas coloridas.
 

Quem cria?

O grupo Mulheres de Barro, formou-se a partir de iniciativas vinculadas aos programas de prospecção e salvamento arqueológico ocorridos na área do Projeto Salobo (PA) no período de 2005 a 2011. Em oficinas de educação patrimonial, as mulheres conheceram a história local e tiveram acesso à ensinamentos da técnica cerâmica, o que permitiu que criassem peças inspiradas nesse passado precioso.
Com o Projeto “Implantação do Centro Mulheres de Barro de Exposição e Educação Patrimonial da Serra dos Carajás” conseguiram o selo da Lei Rouanet e o patrocínio Vale para construção da tão sonhada sede. É lá onde trabalham todos os dias, ministram oficinas e comercializam as peças produzidas.
Inspiradas nos vestígios recuperados em sítios arqueológicos localizados na Serra dos Carajás, na Floresta Nacional Tapirapé-Aquiri (Flonata), as peças apresentadas nesta exposição trazem a marca Mulheres de Barro.
Esses vestígios, materializados em formas diversas, sejam pela utilização de figuras antropomorfas, zoomorfas, ou pelos grafismos puros, são provenientes de povos que habitaram as proximidades do rio ltacaiunas e seus afluentes há pelo menos seis mil anos, onde o Museu Paraense Emílio Goeldi realizou pesquisa arqueológica em convênio com a VaIe.
O grupo e a marca Mulheres de Barro surgiram nas oficinas do programa de educação patrimonial, vinculado aos projetos de prospecção e salvamento arqueológico ocorridos na área do Projeto Salobo (PA) no período de 2005 a 2011.
Algumas dessas mulheres já produziam artesanato usando sementes e outras matérias-primas, e nessas oficinas potencializaram o seu trabalho de artesãs ao aprenderem a lidar com o barro e transformá-lo em cerâmica pela química mágica da queima. Contudo, mais do que aprender a usar técnicas de produção ceramista, essas mulheres já intencionavam buscar referências ancestrais que germinassem uma identidade visual para o artesanato local.
Incansáveis, prosseguiram perseguindo a ideia da criação de um espaço onde pudessem produzir cerâmica, ministrar oficinas para multiplicar esse conhecimento, expor e comercializar a produção. Com o Projeto “Implantação do Centro Mulheres de Barro de Exposição e Educação Patrimonial da Serra dos Carajás” conseguiram o selo da Lei Rouanet e o patrocínio Vale para a realização do sonho, e eis que se inaugura o Centro Mulheres de Barro.
Assim, as “Mulheres de Barro” tomam a história e a memória em suas mãos, pelas quais transmutam vestígios ancestrais em peças contemporâneas, inaugurando um espaço cultural demarcador do tempo presente na cultura local.